Saturday, November 28, 2009

Yoji

A pedido de muitas famílias, na verdade uma- a minha, aqui vai uma fotografia (ou duas, ou três, ou quatro) do meu mais novo.É fofo o bichano, não é? Eu sabia! Estas fotografias já têm umas semanas. O rapaz está maiorzito. E mais branquinho que, coitado, já tomou uns banhitos. Ele até gosta, se estiver ensonado. A cama dele aos pés da nossa é que parece que não surte grande efeito. É que todos os dias acordamos com o sacana a dormir no nosso meio, tapado até ao focinho. Mas ao que parece já nem o pai se incomoda que ele durma connosco. Ele é um interesseiro e sabe bem dar-nos a volta aos dois.


Wednesday, November 25, 2009

Christmas

Imagem retirada daqui

Neste Natal não vou contemplar a árvore de Natal enquanto me aqueço à lareira sentada num sofá com uma manta no colo. Não a vou contemplar porque não vou ter uma. A minha. É a primeira noite de Natal da minha vida que não vai ser passada com os que me viram nascer. Aqueles com quem passei todas as noites de Natal desde que vim ao mundo.














Saturday, November 14, 2009

Vidas Passadas



Hoje li o meu signo. Apeteceu-me.

Confesso que nunca fui muito de me acreditar. Lá aparecem umas coisas que até batem certo mas nunca fui das que não sai de casa sem ler o signo. Conheço quem o faça, acreditem.

Pois que hoje, quando li o meu signo, levei uma tremenda palmada psicológica. Uma espécie de abanão. Li, com todas as letras que lá estavam escritas, que os nativos do meu signo põem toda a sensibilidade naquilo que fazem. É de todo verdade. Um momento bom ou menos bom da minha vida reflete-se, inevitavelmente, em todas as vertentes para que me direcciono.

Posso dizer que, nos dias de hoje, estou a pagar por tudo o que fiz a mim mesma no passado. E é triste querer avançar com esta coisa, a que chamamos vida, e permanecermos exactamente no mesmo lugar.

Há cerca de cinco anos resolvi matar-me um bocadinho todos os dias. Arrasto ainda comigo sequelas desse outro tempo. Deixei de me alimentar, por vontade própria, e passei a comer, única e exclusivamente, para não desmaiar.
Recordo-me bem de todas as artimanhas a que recorria. E consegui passar despercebida durante uns três anos. Raramente fazia refeições com os meus pais e, quando se proporcionava, escondia pedaços de comida debaixo de folhas de alface, no prato, ou passava-as, com cumplicidade, ao gato que estava debaixo da mesa ansiosamente à espera. Forçava o vómito onde fosse preciso e o meu estômago passou a rejeitar qualquer coisa que ousasse incomodá-lo. Tinha também, religiosamente, a minha melhor amiga escondida debaixo da cama- a balança. E não havia dia que me levantasse da cama e não me pesasse. Fazia-o cerca de três, ou mais, vezes por dia.

O tempo passava e com ele eu enfraquecia. Cheguei a pesar menos vinte e muitos quilos que aquilo que, para a minha altura, é considerado ideal. O tempo passava e não havia quem me conseguisse ajudar. Irremediavelmente caí noutros mundos, tão ou mais perigosos que o primeiro.

Com tudo aquilo que já a mim própria fiz, dou por sorte ainda cá estar para contar (nem que seja para relembrar a mim mesma) as atrocidades que cometi. Sinto muito medo cada vez que o meu corpo me dá um sinal para abrandar, para tomar (ainda mais) conta de mim. Recordo, angustiada, o episódio de ter sido levada para o Hospital com 42º graus de febre (há já mais de uma semana) e um rim que teimava em não fucionar.

Agradeço todos os dias a Deus o facto de ter dado uma segunda hipótese a mim mesma e peço-lhe muita força para ultrapassar todos os obstáculos de cabeça erguida.

Tive a sorte de conhecer o meu bálsamo para a vida- o meu Homem. Que, inconscientemente trouxe com ele uma brisa boa que me curou as feridas, as do corpo e as do coração.
Obrigada, meu amor. Sabes que não tenho como te agradecer. Dei-me a ti para que fizesses do meu corpo o teu templo.

Wednesday, November 11, 2009

Isto não vai nada bem...



Compraria hoje, sem problema algum, um bilhete de ida para o lugar mais recôndito deste mundo. Para mim e para ti, claro. Que sem ti respirar já nem é possível. Mas isso tu já sabes.
Isto vai passar, não vai?


Wednesday, November 4, 2009

actualização II

E o peludo já tem nome!
Yoji, é o nome pelo qual será chamado.
Posso adiantar que é um grande dorminhoco. Dormiu das 21 h de ontem às 11 da manhã de hoje.
Não miou, não chateou, NADA!


Monday, November 2, 2009

actualização I

Depois de um fim-de-semana extenuante a todos os sentidos chegámos, finalmente, à nossa casinha. Fomos há pouco buscar o nosso bebé peludinho. É lindo. Preto arlequim, olhos cobre e um focinho maravilhoso. Tenciono postar fotografias brevemente.
Ainda não tem nome, pretendemos conhecê-lo mais um pouco e então sim, dar-lhe um nome que lhe assente que nem uma luva. É esperto, (muito) brincalhão, come muito e dorme bastante. Alegra-me vê-lo assim. Cheio de vida. Agora vou só até ali curtir um bocado o meu peludo que está a dormitar na caminha do ginásio.

 
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