Tuesday, June 8, 2010

Segundo o Priberam

Quero voltar a encontrar-me


E não consigo perceber por que lado começar. Esta não sou eu.
Não foi esta a pessoa que ambicionei ser no passado. Melhor? Pior?
Mas em que é que me tornei eu? Fecho os olhos e lembro-me do que era viver despreocupada, do gozo danado que sentia quando contemplava algo trivial nesta vida que para outros era considerando insignificante. E agora? Sou eu um dos outros? Questiono-me. Passo os dias a questionar-me.

Monday, June 7, 2010

Oremos, (II)








Amén!

Ensinamentos


Em tempos idos tive uma amiga que amei acima de qualquer coisa. Daquelas amigas por quem se dá a vida sem pensar cinco segundos. Foram muitos (muitos mesmo) os anos de convivência. Os últimos, constantemente.
Acontece que numa amizade, tal como quando se está apaixonado/a, tudo é perfeito na outra pessoa. Não existem falhas a apontar e olhamos única e exclusivamente numa direcção- em frente.
É nos difícil considerar que X ou Y atitude de um nosso amigo, e falo dos bons amigos, não teve outro propósito senão ajudar-nos em determinado momento ou situação. Mesmo que essa atitude nos tenha causado transtorno ou nos tenha deixado realmente muito tristes.
Por gostar tanto dessa minha amiga e por julgar que a mesma só me queria bem, abri demasiado a minha porta. Convidei-a mesmo para entrar. E ela entrou. E fez o jogo dela. E saiu da minha vida, assim de mansinho, deixando o caos por onde passou. A pessoa em questão, partilhou comigo alguns dos melhores momentos da minha vida. Alegria, êxtase, felicidade, foram sentimentos que estiveram sempre presentes na base da nossa relação. Estou grata por isso. Estou grata, também, por a minha amiga me ter feito despertar sentimentos menos bons como o ódio, rancor e desprezo. A sério que estou. Nunca fez parte dos meus objectivos morrer estúpida.
A minha amiga que, obviamente, deixou de o ser há muito tempo, deu-me a conhecer o melhor e o pior de mim, da minha pessoa, sentimentos e estados de alma que eu nem sabia que existiam em mim. E tudo isto é bom. É positivo. Fez-me crescer. E fez-me também constactar que não quero ser como ela. E que não quero no meu núcleo amizades como a dela.

Saturday, June 5, 2010

As minhas novas melhores amigas

têm este aspecto. Altas e espadaúdas, como se quer.

Tornámo-nos amigas no passado Domingo e, pelos vistos, temos ainda três semanas e meia de convívio pela frente. A parte boa da coisa é que estou com uns bíceps de fazer inveja a qualquer um. Também descobri que as canadianas têm um enorme potencial como arma de arremesso.

Friday, June 4, 2010

Mero Acaso

Há muito que a queria ver. A incompatibilidade das nossas vidas tornava-o impossível. Ela sempre foi daquelas amigas a quem não não era necessário enviar uma mensagem escrita ou mesmo um telefonema. Sempre que nos encontrávamos (ultimamente, por acaso) conversávamos e sorríamos como se nos tivessemos encontrado no dia anterior. Ultimamente queria encontrá-la mais do que nunca. Contou-me em primeira mão (num dos nossos encontros ocasionais) que estava grávida. E que contente fiquei eu. Chorámos de alegria juntas, eu sempre tive a certeza que lhe estava destinado o papel de mãe.
Na impossibilidade de a contactar ( por determinadas razões), lembrava-me constantemente como seria bom vê-la, já com uma enorme barriga, e saber finalmente o sexo do bebé.
Passaram-se dias, semanas, meses. Não lhe conhecia rasto.
Por acaso, como sempre, encontrei-a finalmente! Reconheci-lhe o sorriso, embora cinzento, e só tive tempo de lhe olhar para o rosto enquanto abria a porta do carro para correr na direcção dela.
A barriga linda que eu imaginei, durante meses, não existia. Não trocámos palavras, abraçámo-nos somente.

Wednesday, May 5, 2010

Apercebi-me

que escrevi 7 posts desde o início do ano.
Uma vergonha, portanto.

Wednesday, March 31, 2010

Mas alguem me explica o que é esta merda, se faz favor?


Andei, durante toda a passada semana, com uma ligeira falta de ar. Coisa pouca. Objectivamente o que me acontecia era sentir-me um pouco tonta porque percebia que o ar que inspirava não era o suficiente para manter as minhas capacidades vitais. E depois ficava um bocado tonta e dizia ai que secalhar vou desmaiar. Ora isto aconteceu ao longo de toda a semana e, no Domingo, pensei para mim gaja, já te deixavas de merdas e ias ao hospital que agora, assim de repente, não te dava jeito nenhum falecer.
Fui ao Hospital. Passei à frente de uma dezena de pessoas que me fulminaram com os olhos e tenho a impressão que no seu íntimo me chamavam cabra, cabra, cabra.
Duas mascaras de oxigénio depois e já me sentia uma gaja porreira, não tinha esquecido no entanto, a dor na mão causada pela enfermeira estagiária que me rebentou três veias e que teve de gritar por ajuda porque se tinha esquecido de me meter o garrote. Só me apeteceu dar-lhe beijinhos, apertar-lhe as bochechas, fazer-lhe cutchi-cutchi e arrancar-lhe a cabeça com uma serra eléctrica.
Raio X e análises ao sangue prontas e vá de me diagnosticar uma infecção pulmonar. Sôr Doutor, tem a certeza? Bom... Hmmm... eu tenho um gato que por acaso tem um bocado de pêlo... Hmmm... e fumo... Hmmm... terá alguma relação? Fiquei a saber que tenho uns pulmões altamente espectaculares, o que me poderá dar jeito se tiver de vender algum, que isto, meus amigo, tem de se saber rentabilizar. Ora então tenho eu uma infecção nestes pulmões lindos e vistosos e não se sabe de onde vem. Antibiótico para a goela, e mais uma série de merdas que agora não me apetece escrever, afinal de contas, ninguém me paga para isto.
Dois dias depois e o meu Homem diz-me ai que não consigo respirar e tenho tosse e dói-me isto. Farta de insistir para irmos às urgências lá lhe fiz um ultimato e lhe disse que se não fosse não havia cá brincadeiras para ninguém. Os Homens são todos iguais. É claro que passado dez minutos estavamos nas urgências. Lá me entra o Homem e eu fico numa agonia desgraçada cá fora ai, o que é que me ´tão a fazer ao Homem? Ai que estou a ficar chateada. Cinco horas depois, sai-me o rapaz e diz-me que lhe foi diagnosticada uma infecção pulmonar e que o médico que o assistiu lhe disse que não existia qualquer relação com a minha infecção pulmonar (aquela de há dois dias, estão recordados?). Pois que isto é uma merda, então mas como é que...? Duas infecções pulmonares na mesma casa, na mesma semana e não existe relação? Resta-me pensar que fomos vítimas de um qualquer vodoo manhoso mas confesso que ainda não me saiu da cabeça a ideia de que somos proliferadores de uma qualquer doença quase-fatal e que ainda nos vão meter num laboratório para nos estudarem e que ainda vamos ganhar uma pipa de massa com esta história toda.

Wednesday, February 10, 2010

Oi? Já estamos em Fevereiro?

Parece que aqui não tenho vindo deixar os meus bitaites ou até indignar-me um bocadinho.
A verdade é que não me tem apetecido escrever. Acho que todos nós, em determinada altura, precisamos forçosamente de uns momentos de reflexão.
Pois que voltei, bem de saúdinha, graças a Deus e vim aqui deixar um ou outro pensamento estúpido.
No final do mês vou regressar ao ginásio(clap, clap, clap) e ando toda entusiasmada. Lembrei-me até de uma ocorrência bizarra que data o ano de 2008. No ginásio que frequentava na altura, apareceu, num dia solarengo, um moçoilo cheio de brilhantina na cabeleira e com umas meias muitíssimo engraçadas. O rapaz salta para a passadeira e desata ali a correr a maratona.
Correu, correu, correu, enquanto o suor lhe escorria pela tromba. Não sei porquê mas acho que o gajo tinha um bocado a mania e desatou a aumentar o nível da máquina até lhe saltarem os pulmões e o fígado pela boca. Às tantas, parece-me a mim, que o moçoilo pensou que estava a abusar e ao invés de carregar no botão para diminuir a velocidade gradualmente, lembrou-se, mente iluminada, de carregar no botão de emergência. Pois que a maquineta parou e o rapazito voou, literalmente, uns três metros. Acabou, coitado, esticado em cima de uma máquina de abdominais. Paz à sua alma!

Wednesday, January 6, 2010

Oremos,


























Ámen!

Tuesday, January 5, 2010

Pão-de-ló de Alfeizerão


Prezada dona de casa, faça o seu homem o que fizer, se ele se ajoelhar no chão finja que não vê, nunca caia no erro de lhe confeccionar um pão-de-ló de Alfeizerão. Nunca.

Se, eventualmente, a carne for fraca e cair na tentação de lho fazer NÃO o deixe aproximar um dedo sequer do raquítico e saboroso bolinho maravilhosamente recheado com ovos enquanto este não arrefecer. Sugiro escondê-lo num lugar recôndito. Dentro da banheira, debaixo da cama ou dentro do seu closet. Seja criativa! Não queremos que o nosso homem passe a noite em branco com a mão na barriga, pois não? É que depois, no dia seguinte, quando a má disposição realmente passar, temos um homem extremamente ensonado e rabujento de tanto sono. E corremos o risco de o tentar acordar às seis da tarde e ouvirmos isto: Espera, estou só a juntar todas as tropas para que não te matem!

Saturday, January 2, 2010

...


É só a mim que me apetece passar o dia de hoje, com o traje
indoor devidamente colocado, a arrastar o chinelinho novo pela casa? Por favor, digam-me que não.
Não há bebida energética que me valha.


O sono teima em não se fazer notar...

... portanto, para lhe dar cabo da paciência, vou agarrar-me ao meu homem debaixo das mantas e escolher um qualquer filme para ver!
A propósito de filmes, tenho um post escrito acerca de um filme que vi à espera da última revisão para vir para aqui!

Friday, January 1, 2010

Bem sei que não venho a tempo,

mas é de coração que desejo um bom ano.
Desejos não os pedi. O ano que passou foi péssimo, dificilmente este será pior.

 
Template by suckmylolly.com