Há muito que a queria ver. A incompatibilidade das nossas vidas tornava-o impossível. Ela sempre foi daquelas amigas a quem não não era necessário enviar uma mensagem escrita ou mesmo um telefonema. Sempre que nos encontrávamos (ultimamente, por acaso) conversávamos e sorríamos como se nos tivessemos encontrado no dia anterior. Ultimamente queria encontrá-la mais do que nunca. Contou-me em primeira mão (num dos nossos encontros ocasionais) que estava grávida. E que contente fiquei eu. Chorámos de alegria juntas, eu sempre tive a certeza que lhe estava destinado o papel de mãe.
Na impossibilidade de a contactar ( por determinadas razões), lembrava-me constantemente como seria bom vê-la, já com uma enorme barriga, e saber finalmente o sexo do bebé.
Passaram-se dias, semanas, meses. Não lhe conhecia rasto.
Por acaso, como sempre, encontrei-a finalmente! Reconheci-lhe o sorriso, embora cinzento, e só tive tempo de lhe olhar para o rosto enquanto abria a porta do carro para correr na direcção dela.
A barriga linda que eu imaginei, durante meses, não existia. Não trocámos palavras, abraçámo-nos somente.
Na impossibilidade de a contactar ( por determinadas razões), lembrava-me constantemente como seria bom vê-la, já com uma enorme barriga, e saber finalmente o sexo do bebé.
Passaram-se dias, semanas, meses. Não lhe conhecia rasto.
Por acaso, como sempre, encontrei-a finalmente! Reconheci-lhe o sorriso, embora cinzento, e só tive tempo de lhe olhar para o rosto enquanto abria a porta do carro para correr na direcção dela.
A barriga linda que eu imaginei, durante meses, não existia. Não trocámos palavras, abraçámo-nos somente.
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